sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

18 de Julho: Dia Mandela!


As Nações Unidas declararam o dia 18 de Julho como o Dia Internacional de Nelson Mandela, dedicado ao «activismo». A resolução foi aprovada na terça-feira na ONU por unanimidade, após ter sido defendida por mais de 165 países.
O Dia de Mandela será celebrado no dia do aniversário deste grande estadista sul-africano, que marcou a transformação democrática deste país de África e que é profundamente respeitado em todo o mundo, pelas suas colossais lições de humanismo e tolerância, de empenhamento democrático e de desapego ao poder.
Esta é pois uma homenagem bem merecida àquela que é uma das grandes figuras políticas do século XX.

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Não terão exagerado?

Foram já atribuídos os pelouros aos oito vereadores da CMM eleitos pelo PSD. Os vereadores do PS não assumem pelouros. A todos se deseja bom trabalho no exercício destas funções autárquicas. Sabe-se também que SEIS irão assumir as suas tarefas a tempo inteiro e DOIS a meio tempo. É útil entretanto que se saiba o que, a este propósito, está previsto na Lei:

"Artigo 58.o
Vereadores a tempo inteiro e a meio tempo
1 — Compete ao presidente da câmara municipal decidir sobre a existência de vereadores em regime de tempo inteiro e meio tempo e fixar o seu número, até aos limites seguintes:
a) Quatro, em Lisboa e no Porto;
b) Três, nos municípios com 100 000 ou mais eleitores;
c) Dois, nos municípios com mais de 20 000 e menos de 100 000 eleitores;
d) Um, nos municípios com 20 000 ou menos eleitores.
2 — Compete à câmara municipal, sob proposta do respectivo presidente, fixar o número de vereadores em regime de tempo inteiro e meio tempo que exceda os limites previstos no número anterior.
3 — O presidente da câmara municipal, com respeito pelo disposto nos números anteriores, pode optar pela existência de vereadores a tempo inteiro e a meio tempo, neste caso correspondendo dois vereadores a um vereador a tempo inteiro.
4 — Cabe ao presidente da câmara escolher os vereadores a tempo inteiro e a meio tempo, fixar as suas funções e determinar o regime do respectivo exercício."
Ou seja, ainda que admita que este valor possa ser alargado, a lei aposta, para situações como a da Maia, numa composição de três vereadores a tempo inteiro (sendo que cada um destes pode ser dividido por dois meios tempos). O que significa que a CMM optou por mais que duplicar o peso da vereação previsto na lei e colocar mais dois vereadores a tempo inteiro dos que dispunha no mandato anterior. Para que será necessária tanta gente? Não haverá aqui exagero? Não serão custos inúteis?

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

A queda do muro!


Vinte anos depois, há perguntas que apetece fazer sobre a construção deste muro da vergonha e a sua queda quase trinta anos depois : como foi possível este muro? como pôde durar tanto tempo? como pode haver ainda saudosos do mundo pré-muro? para quando o fim das outras barreiras simlares que persistem no mundo?

O(s) Muro(s)

Comemoremos o acontecimento: o Muro de Berlim caiu há 20 anos. Como o tempo passa depressa!
Entre Agosto de 1961 e 9 de Novembro de 1989, o Muro dividiu Berlim, dividiu a Europa, dividiu o Mundo no âmbito de uma "cortina de ferro"/ fronteira inspirada pelo antagonismo entre o ocidente pró-americano e capitalista e o oriente pró-soviético e comunista, catalizador de uma guerra mantida fria pelo poder dissuasor do potencial bélico-nuclear de cada uma das partes...Depois, havia a China e o Terceiro Mundo com países disseminados por uma África a descobrir os horizontes da liberdade e independência, pela América Latina, pelo Extremo Oriente...e onde cada um dos blocos queria garantir a influência. Daí, por exemplo, Cuba, Vietname e Afeganistão.
Caiu o "muro" e o comunismo na Europa mas desenvolveram-se outros conflitos um pouco por todo o Mundo, movidos por interesses territoriais, económicos ,étnicos e religiosos. "Muros" que por não serem apenas de betão são mais dificeis de derrubar. A minha geração assistiu, acompanhou, viveu todos estes acontecimentos mesmo que até Abril de 1974 condicionada por uma informação controlada e parcial.
Nos últimos cinquenta anos tem sido excepcional a evolução científica e tecnológica e a economia e finanças têm estado mais frequentemente ao lado de políticas e preocupações sociais que a informação on-line permite internacionalizar e globalizar. Então porque é que há ainda tanta fome, tanta miséria no nosso Planeta? Que barreiras, que muros serão ainda necessário abater para que todos os povos tenham acesso á educação e à justiça, à saúde e habitação, ao Trabalho?
Cá para mim entendo que as novas tecnologias de informação e comunicação são meios excelentes para a difusão da solidariedade entre os povos. Falta saber se os mais poderosos, os que têm o conhecimento e os bens estarão interessados em partilha-los ou apenas em emprestar os mais convenientes à obtenção de retornos que satisfaçam e mantenham a sua hegemonia...
Desconfio que há ainda muitos muros a destruir!

No poder e na oposição, mandatos democráticos para cumprir!

No último fim-de-semana, estive envolvido em duas tomadas de posse em órgãos autárquicos deliberativos. Num caso, assumindo responsabilidades como Presidente da Assembleia de Freguesia de Gondim, por decisão desse órgão e na sequência da vitória da lista do Partido Socialista, liderada por Fernando Ferreira. No outro, tomando posse como deputado da Assembleia Municipal da Maia, onde, por decisão unânime dos meus colegas de bancada, irei liderar a oposição socialista.
Com efeito, no passado dia trinta, no Auditório da Junta de Freguesia de Gondim, procedeu-se à instalação da Assembleia de Freguesia e às eleições dos Vogais da Junta e da Mesa da Assembleia. A sala esteve repleta, já que muitos gondinenses quiseram marcar presença neste arranque de um novo mandato autárquico, agora com maioria absoluta do PS. Com efeito, nas últimas eleições, Gondim mostrou, mais uma vez, uma clara vontade socialista, ao reforçar de forma acentuada a maioria dada à lista do PS para a autarquia gondienense. Aliás, votou também maioritariamente no PS nas eleições para a AMM, naquela que, creio bem, terá sido a primeira vez, desde há décadas, que a oposição socialista, numa freguesia, consegue ganhar eleições para um dos órgãos autárquicos municipais maiatos. Como socialista e como gondinense, não posso deixar de me congratular com estes resultados eleitorais.
Foi mais uma manifestação clara de apoio ao projecto político socialista protagonizado, na freguesia, por Fernando Ferreira, o qual, na primeira reunião da Assembleia, quis reafirmar as suas principais linhas de rumo para o futuro e detalhar o programa previsto para o presente mandato. E é bem certo que, para isso, irá continuar a contar com o acompanhamento atento e solidário da Assembleia de Freguesia, prolongando um relacionamento entre a Junta e a Assembleia que foi sempre e que continuará a ser, com toda a certeza, verdadeiramente exemplar.
No dia seguinte, no Fórum da Maia, foi a vez de se concretizar a instalação da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal. Neste caso, como deputado municipal, estarei na oposição. É o que resulta do Partido Socialista não ter ganho estas eleições, facto que deve ser aceite com a mesma serenidade democrática e com a mesma determinação para servir a Maia.
O Partido Socialista tem, de resto, boas condições para continuar a realizar, na Assembleia Municipal, um bom trabalho de oposição. Desde logo, porque dispõe de um grupo parlamentar de grande qualidade, onde se conjuga, de forma feliz, experiência e renovação. Ao ter decidido, por unanimidade, que eu devia assumir a sua liderança, esta equipa apenas aumentou a minha responsabilidade política e reforçou a minha vontade de trabalhar em prol dos maiatos.
Para além disso, se não obtivemos o resultado desejado, a verdade é que conseguimos manter um grupo com uma dimensão suficiente para dispor, no seu seio, de competências múltiplas e diversificadas. O facto de termos conseguido obter mais dois mandatos, passando de nove para onze eleitos, permitiu-nos, de resto, manter a proporção de um terço dos deputados municipais directamente eleitos, num órgão que viu, desta vez, alargada a sua composição. Fomos, aliás, o único partido da oposição que não perdeu peso relativo em termos de mandatos directamente escolhidos para este órgão autárquico deliberativo. Eis uma realidade que, reflectindo as circunstâncias difíceis em que se deu este combate eleitoral, não deixa de impor uma reflexão atenta a todos e, antes de mais, aos próprios partidos da oposição. Com efeito, o poder local democrático precisa, para se afirmar, de oposições fortes e de condições mais paritárias de disputa política e eleitoral.
Seja como for, está terminada mais esta etapa eleitoral. Iniciam-se pois, a partir de agora, os novos mandatos políticos locais, atribuindo-se responsabilidades diferentes, mas ambas democraticamente indispensáveis, às maiorias que assumem o poder e às minorias que ficam na oposição. Duas situações bem ilustradas nos actos políticos em que participei no último fim-de-semana: duas tomadas de posse, duas circunstâncias diferentes, duas responsabilidades distintas, uma mesma vontade de servir a freguesia de Gondim e o concelho da Maia, cumprindo os mandatos que democraticamente me foram atribuídos. Como não podia deixar de ser!

[Artigo de opinião publicado no jornal Primeira Mão, em 6/11/09]

sábado, 7 de Novembro de 2009

Mário Cal Brandão e o Centenário da República


Hoje, pelas 21.30h, realizar-se-á no Fórum Dr. Mário Cal Brandão, a última iniciativa deste mandato da Juventude Socialista do Vale do Leça "Mário Cal Brandão e o Centenário da República". Contará com a presença do Dr. Raúl Brito, ex-deputado à Assembleia da República, ex-vereador da Câmara Municipal do Porto e Ex-parlamentar ao Conselho da Europa, que representará o PS, e ainda com o Dr. Eugénio Monteiro, que representará institucionalmente a Ordem Maçónica Grande Oriente Lusitano, da qual é Grão-Mestre Adjunto, espaço onde Mário Cal Brandão também pertenceu.

Todos os maiatos estão convidados!

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Novas Oportunidades: ultrapassada a barreira do um milhão de inscritos!

O Programa Novas Oportunidades ultrapassou, no final de Outubro, um milhão de inscrições no eixo dos adultos. Entretanto, desde o seu lançamento em Dezembro de 2005, cerca de 320 mil já obtiveram um diploma. Resultados impressionantes, que ilustram uma revolução na aprendizagem dos adultos, que se está a operar em Portugal. A sociedade portuguesa está de parabéns!
Para os que, perante boas notícias, sempre gostam de clamar desgraças - neste caso, seguramente falarão de "facilitismo" e de "trabalhar para os números" -, aconselha-se a leitura dos relatórios, já disponíveis, da avaliação externa a este programa, que está a ser realizada pela Universidade Católica. Poderão aí verificar as virtudes inegáveis (e, claro, também algumas dificuldades a ultrapassar)deste programa lançado pelo anterior governo socialista.

Reflectir (PS-Maia) à Sexta-Feira

Na hora do acertar de contas no PS-Maia, é bom que todos e cada um avaliem imparcialmente as suas próprias co-responsabilidades na derrota de 11 de Outubro.

Escrevi logo após a nomeaçao de Mario Gouveia como Candidato à Presidência da Cãmara da Maia que a partir de então seria o Candidato de todos os Socialistas independentemente das escolhas e preferencias individuais. E, portanto, todos deveriam apoiá-lo na dificil tarefa de vencer as Autárquicas: e vencer seria ganhar a Câmara, aumentar o número de deputados municipais e de freguesia.

Também referi a urgência de um projecto inovador com protagonistas competentes e credíveis e que os que sempre apoiaram Mário Gouveia e o incentivaram nas suas Candidaturas, primeiro à Presidência da Concelhia do PS-Maia e depois à Presidencia da Câmara, teriam de acreditar e aceitar as suas capacidades de selecção e decisão, as suas escolhas; os seus ex-opositores internos – que, defendi, tivessem qualidades pessoais, técnicas, políticas, consideradas indispensáveis a um projecto que se desejava ganhador - não poderiam ser desprezados mas teriam de compreender se eventualmente não fossem colocados em lugares e nas listas que ambicionariam. O projecto, esse, teria de ser motivador para que fosse aceite pelos Maiatos e capaz de mobilizar todos os Socialistas, independentes e adeptos da mudança envolvendo-os numa dinâmica que conduzisse à vitória.

Como se sabe a realidade foi bem diferente!

Efectivamente estratégias políticas antagónicas, pessoais e de facções impediram a necessária unidade e fragilizaram desde logo a Campanha Autárquica do PS-Maia! Fragilidades de que os acontecimentos com a formação das listas de candidatos à Câmara e Ass. Municipal e o processo de Candidatura à Ass. Freguesia de Gueifães são por demais eloquentes...

Alguns dos promotores da Candidatura de Mário Gouveia à Câmara da Maia foram os primeiros a contestar a formação das listas; com a Candidatura públicamente apresentada e publicitada, Mário Gouveia e os apoiantes que continuaram a seu lado recorreram a Luis Rothes e àqueles que na Comissão Política não tinham votado favorávelmente a sua Candidatura , que tomaram a complicada, provávelmente polémica e incómoda opção política de lhes disponibilizar o seu apoio. Teria sido mais cómodo ficar de fora do processo eleitoral e depois contestar os resultados...

Daqui resultaram listas de Candidaturas à Câmara e à Assembleia Municipal com gente credível, disponivel e empenhada mas ficando de fora militantes que na minha opinião fizeram falta ao PS e à campanha eleitoral! Pelo seu valor político, pelas suas qualidades pessoais, competências e experiência. Que, por exemplo, poderiam ter evitado alguns erros e omissões de campanha próprios a quem age de boa-fé e com voluntariedade mas poderá ter faltado alguma astúcia e experiência.

A unidade e um bom projecto seriam suficientes para a vitória ? Não acredito. Não acredito até que os resultados pudessem ser muito melhores. A implantação do PSD no concelho,consolidada ao longo de vários mandatos, envolve pessoas, associaçoes e instituiçoes e só com uma maior participaçao dos socialistas - ou maior evidência dos que já participam – na vida social, cultural, económica e nas organizações maiatas, acompanhadas de acção política assente numa oposição visível e consistente, poderão alterar a actual situação de completo domínio do PSD (que até o CDS apagou...)

O calendário e o ciclo eleitoral interno do PS também não favorecem a estabilldade e o aparecimento de um líder e de um projecto fortes e aglutinadores, que convençam os militantes que alcançado o poder mais fácilmente concretizarão as suas ambiçoes políticas pessoais. Mas antes é necessário trabalho, perseverança e humildade democrática.

Na hora de “acertar contas” não faltarão os que, na comodidade de quem esteve por fora – ou, até a torcer contra o PS, imagine-se!atirem pedras esquecendo as suas derrotas, agora ou no passado. Saibam todos reconhecer os erros cometidos, a começar naturalmente nos que apostaram numa estratégia e em candidatos que sofreram pesada derrota! E que fiquem algumas lições para o futuro. Critique-se e diga-se agora o que houver a dizer mas evitem-se sequelas pessoais que degradem e dividam ainda mais o Partido e impeçam o combate comum ao verdadeiro adversário, o PSD no poder. Quantos militantes competentes e dedicados se afastaram definitivamente do PS-Maia depois de cada derrota nas autárquicas?

E, espera-se, iniciem este ciclo político autárquico preparando desde já soluções para o Partido e a Maia que conduzam a melhores resultados em 2013.

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Alguém lhes explica?

O novo governo de Sócrates não vai ter vida fácil. Nem no início tem alguma margem de manobra. Até o que poderia parecer simples, a oposição complica.
Por estranho que pareça ao comum dos mortais, aparentemente a oposição acha que o PS não deveria ter apresentado o seu próprio programa de governo... Que se saiba, foi o PS que ganhou as eleições. Que queria o PSD? Que o PS apresentasse o programa de governo de folha A4 do PSD? Ou será que o CDS-PP queria que fosse o seu programa a ser apresentado?
Estes partidos poderiam apresentar o seu programa se tivessem ganho as eleições.
A oposição afirma que o PS não percebeu os resultados das eleições. Desculpem, mas a oposição é que não percebeu que perdeu. Para além do mais, nenhuma força política quis partilhar a governação, pelo que ninguém pode agora esperar que o PS inclua passagens do programa eleitoral de outros partidos.
De qualquer modo, caso a oposição não concorde com os resultados eleitorais tem sempre uma solução: provocar eleições antecipadas. Mas o oportunismo político e alguma dose de cobardia explica o comportamento recente de grande parte da oposição.
O oportunismo e o populismo parecem ter contagiado toda a oposição, algo que não deve melhorar nos próximos tempos. Estes 4 anos vão ser...interessantes (no mínimo).
O PS ganhou as eleições. Alguém tem que explicar isso aos partidos da oposição. Foi sem maioria, é um facto, mas isso não impede que seja o PS a governar por mais 4 anos. A oposição tem como obrigação apresentar propostas de governação, apontar o caminho e criticar tudo o que não concordar. Não me parece que seja função da oposição governar. Para tal, teriam que ter ganho as eleições.

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

No 90º aniversário do nascimento de Jorge de Sena



Independência


Recuso-me a aceitar o que me derem.
Recuso-me às verdades acabadas;
recuso-me, também, às que tiverem
pousadas no sem-fim as sete espadas.

Recuso-me às espadas que não ferem
e às que ferem por não serem dadas.
Recuso-me aos eus-próprios que vierem
e às almas que já foram conquistadas.

Recuso-me a estar lúcido ou comprado
e a estar sozinho ou estar acompanhado.
Recuso-me a morrer. Recuso a vida.

Recuso-me à inocência e ao pecado
como a ser livre ou ser predestinado.
Recuso tudo, ó Terra dividida!


Jorge de Sena, in 'Coroa da Terra'

Programa de Governo

O Governo entrega hoje, na Assembleia da República, o seu programa. Segundo o que Pedro Silva Pereira anunciou o programa de Governo será igual ao compromisso eleitoral que o PS apresentou aos portugueses.

Os partidos da oposição já começaram a demonstrar algum descontentamento com esta situação. Mas, na verdade os resultados eleitorais legitimam o PS a tomar esta decisão. O PS venceu as eleições legislativas, pelo que o seu programa foi sufragado e aprovado pela maioria dos portugueses. Uma decisão contrária estaria a colocar o PS numa posição de falta de coerência e de falta de compromisso com o eleitorado que maioritariamente confiou neste partido e nas políticas por ele defendidas. É bom recordar que a campanha eleitoral foi marcada por um debate forte acerca das diferenças da governação e negativo seria se o PS, nesta fase, não assumisse fortemente as linhas de orientação que pediu aos portugueses para aprovar.

Os partidos da oposição devem ser coerentes com os portugueses e não podem de uma forma leviana querer agora fazer segundas leituras dos resultados eleitorais. É verdade que o PS não venceu as eleições com maioria absoluta, é verdade que parte dos portugueses fizeram outras opções, mas isso não deve fazer com que o PS se desvie do rumo que a maioria dos portugueses escolheu. O PS deve sim saber interpretar estes resultados e, em questões de governação específica saber estabelecer as pontes e fazer os acordos necessários para manter a estabilidade que o país necessita.

E esta é a palavra-chave para o nosso país: estabilidade. E os partidos da oposição devem assumir claramente, sem segundas leituras e segundas interpretações, este compromisso. Não queiram fazer de uma falsa questão um foco de instabilidade política. Os portugueses confiaram no PS, a oposição tem que saber respeitar esta decisão. A defesa daqueles que escolheram outra solução, a defesa das opiniões contrárias deve ser guardada para os debates e as decisões específicas. O que agora está em causa é um modelo geral e esse modelo foi já aprovado a 27 de Setembro pelos portugueses.

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Porreiro, pá!


A cimeira europeia deu passos importantes para ultrapassar os problemas que vinham sendo colocados pelo presidente checo e a União Europeia parece estar em condições para pôr em execução o tratado de Lisboa. Uma boa notícia para a Europa e uma confirmação do bom trabalho desenvolvido pela presidência portuguesa da União Europeia.

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Sugestão de leitura

Chegou hoje às livrarias a edição portuguesa do novo romance de Dan Brown, “O Símbolo Perdido”. O autor dos romances “O Código DaVinci” e “Anjos e Demónios” apresenta, neste livro, mais uma aventura de Robert Langdon, onde códigos secretos e intrigas serão o centro da acção.
O livro já se encontra à venda e o preço ronda os 22€.

Pode, desde já, ler AQUI o primeiro capítulo da acção.

Parabéns!

Os dois amigo gauleses, que sempre resistiram da sua Aldeia às invasões romanas, estão hoje de Parabéns.
Astérix e Obélix comemoram hoje as bodas de ouro. São 50 anos a fazer rir e a entreter várias gerações.
E a mostrar que ainda estão para durar os fãs das aventuras destes dois heróis podem deslumbrar-se com o novo livro comemorativo destes 50 anos “O Aniversário de Astérix & Obélix – O Livro de Ouro”.

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Há facetas ridículas na política...

A política é uma actividade nobre, que exige trabalho, esforço e empenhamento. Ela tem pois aspectos exigentes e cansativos, mas também outros que são desafiantes e enriquecedores. Para quem está envolvido politicamente no PS Maia, a política tem, entretanto e para além disso, um factor imensamente divertido. Esse factor de permanente diversão tem um nome: Mário Nuno Neves!
Com efeito, creio francamente que na Maia, mesmo entre a maioria de direita, só uma pessoa o leva verdadeiramente a sério: evidentemente, ele próprio! A forma como ele encara a vida política está bem ilustrada na forma como abandonou o PP: depois de se fazer eleger vereador como representante deste partido na coligação, abandonou o partido, não tendo então revelado a hombridade de deixar a vereação, para que o PP continuasse representado na vereação. Eis uma trapalhice que lhe é típica, com a qual enganou o seu eleitorado, provocando prejuízos no PP, de que, ainda hoje, esse partido não recuperou. Foi só mais uma MNNevisse típica...
Entretanto, lá se foi mantendo na vereação: muito pouco estimado no PSD, ouvem-se as histórias mais intrincadas sobre as razões pelas quais esse partido o vai aguentando. São histórias tão inacreditáveis, que apenas uma razão permite encará-las como possíveis: estando o MNN metido nisso, pode-se acreditar em tudo!...
Há entretanto um assunto sobre o qual o MNN tem sempre opiniões pomposas e definitivas: o PS Maia! Como se leva extraordinariamente a sério, nem se apercebe como os seus joguinhos são tão óbvios e absurdos: as suas fontes de informação (quase sempre falseadas) são postas facilmente a nu nas suas opiniões; as formas como pretende prejudicar o PS são descaradamente evidentes; os joguinhos em que se dispõe a alinhar chegam a ser infantis...
O que tem mais piada é que o MNN nem se apercebe de que, achando-se muito duro para com o PS, ele acaba por ser o seu opositor político mais fácil: se não é levado a sério no seio da direita maiata mais indefectível, pode-se imaginar o valor que é dado às suas opiniões entre a generalidade dos maiatos. Acho, aliás, que o Eng. Bragança Fernandes já percebeu isso e até já o terá tentado travar. Seja como for, todos sabemos que isso é impossível: o valor político do MNN começa e acaba nestas "bocas". Deixem-no pois continuar na sua fanática cruzada. O PS Maia agradece!
Tenho entretanto que reconhecer que venho merecendo do MNN uma atenção que me deixa embevecido: não posso deixar de lhe ficar eternamente grato pela fixação que revela em atacar-me politicamente. Desconheço se existem explicações psicanalíticas para este interesse tão cuidadoso. Seja como for, não posso deixar de lhe agradecer a sua atenção que, sendo constante, tem alguns picos de maior fixação doentia. Os tempos recentes têm sido mais um momento de descaída. A situação ainda não é tão grave como quando inventou cobardemente a figura do "socialista indignado" para me atacar na blogosfera, mas para lá caminha perigosamente. É por isso que, mesmo sendo verdade que tudo isto me diverte, não posso deixar de recomendar ao MNN alguma cautela: é que, estando a deixar-se arrastar, uma vez mais, por esta obsessão doentia, pode correr o risco de uma recaída delirante, como a que aconteceu com o "socialista indignado". Ora, ninguém gosta de imaginar o vereador da Cultura do seu concelho (ou de qualquer outro pelouro que lhe possa ser atribuído) a fazer estas figuras. Não acha, MNN?
P.S.: Como compreenderá, não lhe posso retribuir inteiramente a atenção que me dedica. Espero que perceba, portanto, que só lhe responda de quando em quando. Dediquei-lhe agora alguns minutos. Prometo que o posso vir a fazer de novo, mas só daqui a alguns meses. Pode ser?

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Tomadas de posse

Iniciou-se um novo ciclo autárquico. Por todos os Municípios e Freguesias de Portugal sucedem-se as "tomadas de posse"dos eleitos para o próximo mandato de quatro anos.
Na Maia os eleitos par a Câmara e Assembleia Municipal tomarão posse no Sábado, dia 31 de Outubro.
Ontem, Segunda-Feira, dia 26, no Salão Nobre da Freguesia da Maia efectuou-se a Sessão de tomada de posse dos eleitos para a Assembleia de Freguesia. Acto a que, surpeendentemente mesmo para alguns dos eleitos pela lista PSD vencedora, assistiram não só o Presidente da Câmara reeleito, Engº Bragança Fernandes e o vereador Dr. Paulo Ramalho mas também diversos autarcas (deputados Ass. Municipal, Presidentes de Junta e outros eleitos em listas do PSD no concelho da Maia), Presidentes de associaçoes e instituições (Escuteiros, Enigma, etc...) correspondendo ao convite de Carlos Teixeira que assim pretendeu realçar a cerimónia de posse daquele que será o seu ultimo mandato autárquico.
Confesso que perante tal assembleia senti a solidão duma oposição minoritária ainda mais isolada pela manifestação dum poder que se vai renovando na Maia muito pela capacidade de mobilização ali demonstrada.
Carlos Teixeira no seu discurso confidenciou que com o Presidente da Câmara EngºBragança Fernandes terão plano de acção para a Freguesia da Maia. E curiosamente (ou não?) contempla algumas das Prioridades que constam do Programa da Candidatura do Partido Socialista à Freguesia da Maia e de que públicamente temos dado conta. Sinal de que afinal vale a pena à oposição ser interventiva, ter ideias e ter projecto. Pena que os eleitores tivessem optado por Candidatura que nem sequer projecto ou programa apresentou para além da promessa de esforço e boa-vontade do costume!...
Assim, teremos:

- alargamento do Zoo para o qual a Câmara já cedeu terreno; e depois ou entretanto a Fundação para a sua Gestão, espero!
- continuação do apoio às colectividades e instituiçoes - por exemplo, instalaçoes para a ARDACME, Associaçao que, temos reclamado, em 40 anos de actividade tem andado de trouxas às costas...
- novo Centro Escolar na Rua da Estação, cujas obras prosseguem (abençoado QREN!) esperando-se que as acessibilidades sejam devidamente acauteladas já que a única rua agora existente serve os moradores, a Estação da Refer-Enigma, a Junta, o Parque Zoológico, zona de armazéns, a futura ciclo-via, enfim...
- desmantelamento do Bairro do Outeiro e construção de novas habitações - um projecto que iniciado com o PER anda a ser adiado e adiado; nós pugnaremos por um completo plano de requalificação urbanística para aquela zona e defesa do direito à habitação dos actuais residentes;
- modernização do edifício-sede da Junta (só modernização? necessita reajustamento dos espaços e requalificação urbanística de toda a àrea envolvente) mantendo-se a traça original;
- novas instalações para o GAR (Gab.Apoio ao Residente); desde sempre reclamei a sua instalação numa cave, mesmo quando a inauguraram e lhe chamaram a Obra do Mandato!...

Não estranhamos a inexistência de qualquer referência a infra-estruturas de apoio à terceira idade (Centro de Dia) já que os idosos apenas são lembrados por altura das Eleições mas não nos admiraremos se um dia destes for anunciado um qualquer Protocolo, por exemplo com a Paróquia da Maia para arranque do Centro que tem há vários anos em projecto,
Protocolo certamente acarinhado pelos elementos do Executivo e da Assembleia de Freguesia que integram a Comissão dinamizadora das Festas de Nossas Senhora da Maia.
Antes do encerramento da Assembleia pela DrªNatércia Cardeano, merecidamente reconduzida como Presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia, tive a oportunidade de saudar os presentes principalmnente os autarcas da Freguesia eleitos e afirmar que o Partido Socialista continuará a ser oposição crítica, construtiva e fiscalizadora, tendo sempre como objectivo principal a defesa dos interesses dos residentes e da Freguesia.
E vamos ao trabalho...pela Maia e pelos Maiatos.

sábado, 24 de Outubro de 2009

Novo inquérito

Conhecido o novo Governo de Portugal e depois de já se terem ouvido vários comentários acerca dos novos protagonistas, o MAIActual questiona os seus leitores quanto à sua opinião sobre o novo executivo de José Sócrates.

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Porto Restaurant Week

Arrancou no dia 21 e estende-se até ao próximo dia 31 a 1.ª Edição do Porto Restaurant Week.
Esta iniciativa, que se iniciou há 16 anos em Nova York e que tem percorrido todo o Mundo, pretende dinamizar as cidades, promover a vida social, democratizando o acesso à restauração de qualidade e simultaneamente concretizar um objectivo de responsabilidade social.
A um preço social (19€ + 1€ = 20€) o cliente terá acesso a um menu específico do restaurante escolhido, revertendo 1€ para os projectos “Ajuda de Berço” e “Mulher atenta”.
Saiba mais aqui sobre esta iniciativa e escolha o seu restaurante.
Bom apetite!

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

A propósito de anúncios irritantes...

ouça este momento de descontração!

Conhecido o novo Governo Sócrates

Foi conhecido o novo Governo liderado por José Sócrates.Num total de 16 ministros, há 8 caras novas e 5 são ministras.
Estreiam-se no Executivo como ministros: Alberto Martins (Justiça); Jorge Lacão (Assuntos Parlamentares), António Serrano (Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas), António Ascensão Mendonça (Obras Públicas, Transportes e Comunicações), Dulce Álvaro Pássaro (Ambiente e Ordenamento do Território), Helena André (Trabalho e da Solidariedade Social), Isabel Alçada (Educação) e Gabriela Canavilhas (Cultura).
Transitam do XVII para o XVIII Governo Constitucional, mantendo as mesmas pastas, seis ministros: Luís Amado (Estado e Negócios Estrangeiros), Teixeira dos Santos (Estado e Finanças), Pedro Silva Pereira (Presidência), Rui Pereira (Administração Interna), Ana Jorge (Saúde), Mariano Gago (Ciência, Tecnologia e Ensino Superior). João Tiago Silveira abandona a secretaria de Estado da Justiça e assume funções como secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.
Embora mudando de pasta, continuam também no Governo Augusto Santos Silva (transita dos Assuntos Parlamentares para a Defesa Nacional), Vieira da Silva (muda do Trabalho e da Solidariedade Social para a Economia, Inovação e Desenvolvimento).
A Presidência da República anunciou a posse do novo Governo socialista para as 12h00 de segunda-feira, no Palácio da Ajuda.

Apuramento eleitoral definitivo altera composição em Silva Escura

No passado dia 14 de Outubro, ficaram concluídos os trabalhos da Assembleia Geral de Apuramento na Maia. Verificaram-se, em diversos casos, pequenas oscilações relativamente aos dados provisórios. A consequência mais significativa dessas alterações aconteceu na freguesia de Silva Escura onde, por serem contabilizados mais 3 votos ao PS e menos 5 votos ao PSD, o 9º mandato foi atribuído ao PS e não ao PSD, como provisoriamente tinha sido previsto. Daqui segue portanto uma saudação para o Arnaldo Ferreira, o membro inesperado da Assembleia de Freguesia de Silva Escura.

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Jornalistas !

É com relativo espanto que vejo Portugal na boca do mundo, desta devido a jornalistas e peritos dos media que deitam o país para o 30º lugar na lista de liberdade de imprensa. E realmente constato com espanto porque nessa mesma votação pesou o facto de José Sócrates ter um número alto de denúncias por injúria a estes mesmos jornalistas que viram no Primeiro Ministro o alvo perfeito para encher manchetes de Jornais e grelhas de serviços noticiosos. Desvalorizando completamente esta votação, apenas resolvi partilhar o facto devido ao alvoroço que estes mesmos jornalistas têm feito a um comentário que José Saramago fez relativamente à Bíblia: " Incesto, carnificina e violência de todo o tipo". Importa lembrar que este comentário surgiu no contexto da apresentação do seu novo romance " Caim". Ora a minha indignação deve-se ao facto destes senhores jornalistas se escandalizarem com tal comentário, que não me merece qualquer palavra, esquecendo que cada um tem direito à liberdade de expressão e pensamento, mas também ao facto de não perceberem que isto não passa de uma manobra de marketing, extremamente inteligente da parte da editora, para este livro se tornar um best-seller. Deviam estar mais atentos e não caírem nestes jogos.

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

80 anos do Zeca

Porque as coisas acontecem, apesar do Rui Rio, vale a pena consultar algumas iniciativas lançadas a propósito dos 80 anos do Zeca. Para isso, clique no título deste post.

Cultura: decisivamente não!

Já eram conhecidas as posições de Rui Rio sobre cultura, as quais a Ana Leite tem discutido e discordado neste espaço, mas, neste último mandato, o Presidente da Câmara do Porto parece querer terminar de vez com a acção da Câmara nesta área.
A Educação também parece estar a perder relevo neste novo executivo, passando estas duas áreas a fazer parte de um novo pelouro, mais abrangente, e que terá também a acção social.
No post da Ana Leite pode ler a notícia do JN sobre a organização do novo executivo portuense.

Nada de surpreendente....

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Primeiros sinais vitais do PS Maia

O PS Maia começa a dar sinais de vida após a derrota das eleições autárquicas. Contudo, estes sinais não são os melhores, deixando transparecer uma recuperação difícil e uma longa convalescença. Estes sinais são preocupantes uma vez que começam a demonstrar que este partido, há muito atingido pelo “síndrome de longo estádio de oposição - SLEO”, não irá reagir a esta crise como devia.
O PS Maia, como partido de oposição há décadas, tem os sintomas do “SLEO” no seu estádio máximo. Sempre que existe uma crise, sempre que existe um acto eleitoral e sempre que existe a perspectiva de mudança de liderança surgem uma série de protagonistas a assumirem-se como rostos da mudança e da viragem para o sucesso do PS Maia. Contudo, as mudanças que se pretendem protagonizar, os rostos que se assumem como a viragem necessária, todos aqueles que aparecem a protagonizar alternativas são na realidade os responsáveis por todos os insucessos e crises do PS Maia. E isso porque, muito simplesmente, são eles que criam as crises, que gerem as crises, que se assumem como protagonistas do sucesso, que acumulam os erros, que colhem os insucessos, que desaparecem, que vêem os outros a fazer o mesmo ciclo e que depois reaparecem para eles também voltarem a completar o ciclo. Ou seja, uns num momento, outros noutro, o desígnio do PS Maia foi, é e será o mesmo. E isto é resultado do “SLEO” e da incapacidade dos dirigentes do PS Maia de o ultrapassar.
O PS Maia tem o dever, perante os maiatos, de se assumir como alternativa de poder ao PSD. Mas para fazê-lo tem que assumir a sua verdadeira génese de partido político. Um espaço de debate de ideias, um espaço de pluralidade, um espaço de afirmação, mas sobretudo um espaço onde homens e mulheres, que partilham a mesma ideologia e princípios, se unam e que se sejam capazes de construir um projecto para um concelho. Um projecto que garanta estabilidade, um projecto que tenha tempo para se afirmar, um projecto que comece a ser construído no “dia seguinte à derrota”, um projecto alternativo e sobretudo um projecto de esperança.
E para tal, o PS Maia, tem que saber encontrar um líder que seja capaz de congregar essas vontades, um líder que seja capaz de sentar todos, um líder que seja capaz de aglutinar vontades em torno de um projecto colectivo, um líder que seja capaz de estabelecer as pontes necessárias entre as diversas sensibilidades criadas ao longo destas décadas, mas acima de tudo um líder capaz de diluir essas sensibilidades e assumir uma liderança de um projecto forte. Só com um líder e uma equipa com essa capacidade o PS Maia poderá recuperar de forma saudável e iniciar o seu percurso natural de ascensão. Mas, este trabalho difícil deve ser concretizado por alguém que acumule a capacidade de unir o partido com a capacidade de transmitir para os maiatos credibilidade e capacidade de acção e inovação. Alguém que consiga incutir junto dos maiatos um projecto assente no rigor, um projecto político inovador, demonstrando, claramente, as vantagens de um projecto socialista e incutindo nos maiatos uma esperança no seu futuro. Um líder que cresça e que se afirme como uma vontade colectiva de um partido e de uma sociedade.
Uma reflexão que todos os militantes do PS Maia devem fazer. Uma reflexão obrigatória antes de se tomarem as decisões que se avizinham ao PS Maia. Um reflexão indispensável para que os próximos “sinais vitais” que o PS Maia transmitir sejam aqueles que os maiatos querem ver.

À descoberta de Portugal

Existem por aí aldeias tão esplêndidas quanto históricas onde a genuidade e hospitalidade das gentes que lá vivem demonstram o que de melhor existe em Portugal. Durante o fim-de-semana fui à descoberta destas pérolas portuguesas. Encontrei duas aldeias transmontanas: Viduedo e Pinduradouro, ambas situadas em Vila Pouca de Aguiar, Distrito de Vila Real. Apesar de vizinhas, as diferenças entre elas estão bem acentuadas. Viduedo, marcadamente rural, apresenta características de um desenvolvimento lento. A existência de uma estação eólica, no cimo da aldeia, proporcionou algumas melhorias na localidade. Ainda assim, os caminhos são agrestes, grande parte em terra batida. Chegados perto das habitações, a curiosidade e o receio das pessoas confundem-se perante a chegada de “estrangeiros”. Um velho pastor dá-nos as boas vindas com confiança e boa disposição, disse-lhe que estávamos à descoberta de Portugal, ao que respondeu, com um jeito caloroso, “fazem bem, fazem bem”. Decidimos ir lá em cima, “ver as antenas”, tal como disse o pastor, referindo-se às ventoinhas eólicas. Chegamos! Não existem palavras para descrever tal paisagem: belíssimos pastos em perfeita harmonia com os antiquíssimos espigueiros dispersos por toda a aldeia.
Ao lado de Viduedo, encontramos Pinduradouro, uma aldeia francamente desenvolvida, com cerca de 50 habitantes. As habitações apesar de rurais estão visivelmente recuperadas e as ruas correctamente calcetadas. Apesar das diferenças, no que ao desenvolvimento diz respeito, Viduedo tem mais encanto pelo aspecto histórico que ainda conserva. As alminhas, os espigueiros, as casas senhoriais, os pastores, os pastos e, acima de tudo, o verde da paisagem, fazem de Viduedo uma localidade inesquecível.
Acredito que esta descoberta representa apenas o início daquilo que ainda há por descobrir em Portugal.
Partilho com vocês algumas das imagens que neste texto tentei descrever.




Viajar em Low Cost

Hoje estou de partida para alguns dias em Itália. Pela primeira vez viajo em "low cost" e já estou com dificuldades ...de bagagem! Só dá para levar mala/saco de mão pois o recurso `à bagagem de porão encarece substancialmente o preço final. E este é, para o destino desta viagem (Pisa como aeroporto de destino) incomparávelmente inferior ao das viagens de carreira. Veremos...
O meu problema é que quando viajo leva sempre roupa, calçado, etc, que depois não uso..E desta vou ter de me conter; esperam-me temperaturas mais baixas que as "nossas" neste momento
- até porque prevejo que os próximos dias serão de temperaturas políticas elevadas: formaçao do Governo minoritário do Partido Socialista, "aquecimento" para a próxima Comissão Política do PS-Maia, enfim...- e tenho de me precaver com roupa mais quente e pesada! O Low cost dá que pensar, hein?
Vamos então para esta primeira experiência "lowcostiana" e espero ter coisas boas para depois contar.
Buongiorno e Arrivederci.

domingo, 18 de Outubro de 2009

Vale a pena lembrar António José da Silva

Hoje, 18 de Outubro, faz 270 anos que foi executado num auto-se-fé o dramaturgo luso-brasileiro António José da Silva, o Judeu, depois de ter sido torturado e acusado de práticas juadaizantes.
Uma bom pretexto para lamentarmos todos os actos de intolerância, passados e presentes, assim como para repegarmos em algumas das suas obras. Eis a sua bibliografia disponível:

Vida do grande D. Quixote de la Mancha e do gordo Sancho Pança (1733)
Esopaida ou Vida de Esopo (
1734)
Os Encantos de Medeia (
1735)
Anfitrião ou Júpiter e Alcmena (
1736)
Labirinto de Creta (
1736)
As Variedades de Proteu (
1737)
Guerras do Alecrim e da Manjerona (
1737)
Precipício de Faetonte (
1738)
El Prodígio de Amarante (Comédia, escrita em
castelhano, cerca de 1737)

sábado, 17 de Outubro de 2009

Reeleição fortemente consensual

Jaime Gama foi reeleito presidente da Assembleia da República, tendo obtido os votos favoráveis de 204 dos 228 deputados que participaram na votação que decorreu no Parlamento.
Dois dos 230 deputados não votaram, tendo-se registado 24 votos brancos.
A proposta de recondução de Jaime Gama foi inicialmente formalizada por uma lista de deputados das duas maiores bancadas parlamentares, o PS e o PSD, a que se associou a direcção do grupo parlamentar do CDS-PP . Também as bancadas do BE e do PCP apoiaram a recandidatura de Gama, apesar de não terem subscrito a lista.
A forma como decorreu esta reeleição constitui, sem dúvida, o reconhecimento categórico e alargado da forma como Jaime Gama conduziu os trabalhos da Assembleia da República na última legislatura. Um bom exemplo para todos aqueles que dirigem órgãos políticos deliberativos.

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Inquérito

O MAIActual propõe hoje um novo inquérito aos seus leitores. Tendo ontem terminado os contactos de José Sócrates com os partidos da oposição e não tendo existido abertura, por parte de nenhum deles, para se encontrar um solução de estabilidade governativa, gostaríamos de conhecer a sua opinião sobre este tema.

Assim a questão que lhe colocamos é a seguinte: "Acha que os partidos da oposição deveriam ter sido mais dialogantes com José Sócrates e assim terem permitido a constituição de uma solução de estabilidade governativa?"

Pode responder ao nosso inquérito na barra lateral do blogue.
(Foto: DE)

Receitas do município com peso excessivo de impostos

O relatório do grupo para o estudo da política fiscal, competitividade, eficiência e justiça do sistema fiscal apresentou no seu estudo uma chamada de atenção para o facto de 38 municípios apresentarem um peso excessivo dos impostos sobre o património (IMI e IMT) nas suas receitas. O peso dessas receitas situa-se, nestes municípios entre os 31 e os 62%. Sendo estes municípios os mais populosos, o grupo de estudo realça o facto de a situação estar a atingir o limiar crítico.


A Maia aparece entre estes 38 municípios sendo o peso destes impostos nas receitas de 35%. A par da Maia e com o mesmo valor encontram-se os municípios do Porto, Valongo e Sesimbra. No topo da lista surge o município de Loulé onde o peso do IMI e do IMT nas receitas é de 62%.


Este grupo de trabalho apresentou, esta semana, um estudo ao governo sugerindo alterações ao nível do sistema fiscal português. Uma vez que o modelo de avaliação do IMI é passível de gerar carga fiscal excessiva e desigual este grupo apresenta algumas medidas para a sua alteração.
Assim sendo, e tendo em conta os números apresentados para os 38 municípios, este grupo de trabalho recomenda um exercício de análise e reflexão nacional e também, em particular, em sede de cada município. A banda de razoabilidade, para o peso nas receitas deste impostos é, segundo o estudo, de 20 a 30%.

Ficam aqui estes dados esperando-se que o novo executivo da Câmara Municipal da Maia faça a reflexão devida e pedida.

Mais educação, mais cultura.


Foi sobre cultura que escrevi pela primeira vez neste blogue e é sobre cultura que quero iniciar um novo ciclo de posts, passado o primeiro ano de existência deste espaço.
Aguardo com ansiedade as escolhas do Governo para a cultura, bem como as estratégias que serão desenvolvidas nesta área. Aguardo também as políticas culturais que serão implementadas pelas Câmaras Municipais e as Juntas de Freguesia, em particular na Maia, pois acredito que muito mais pode ser feito no nosso concelho, nesta área.
Digam o que disserem, mas para além da qualificação que os profissionais da cultura devem possuir e para além da aposta que deve ser feita nas indústrias culturais e criativas, o desenvolvimento do sector cultural, como tenho reforçado inúmeras vezes, passa pela educação das pessoas.
Neste sentido, não tenho dúvidas que, aos órgãos do poder que estão mais próximos da população, cabe o desenvolvimento de uma política cultural voltada para a educação dos cidadãos, incentivando-os na procura da sua história em busca do seu passado e da sua identidade. Ao contrário do que se possa pensar, um Serviço Educativo de uma instituição cultural, não se destina apenas às escolas e ao público mais jovem. Por isso, reformular as áreas de intervenção destes departamentos é, também, hoje, uma inevitável prioridade.
Na Maia, muito mais pode ser feito, como já referi. Por vezes, pequenas medidas podem originar uma grande melhoria na forma como a cultura pode ser encarada.

Educar para a compra

Segundo estudos que irão ser divulgados hoje o número de crianças obesas e com excesso de peso, em Portugal, deverá chegar aos 33%. Este é um número que preocupa especialistas e comunidade médica mas que deve preocupar pais e profissionais da educação.
O tipo de alimentação praticada nos dias de hoje deve ser alvo de uma reflexão sendo essencial que pais e profissionais da educação se juntem na luta contra este flagelo. É necessário encontrar espaço para que currículos educacionais passem a dar uma maior importância ao tema da alimentação, sendo urgente encontrar formas que permitam formar os pais para a alimentação.
As autarquias podem e devem também ter aqui um papel fundamental. Existem já hoje programas interessantes, levado a cabo por autarquias, que motivam e educam as crianças para uma alimentação saudável. Mas é necessário ir mais longe. As autarquias devem e podem afirmar-se como uma fonte de promoção de hábitos de alimentação saudável convidando crianças, pais e comunidade educacional para participarem em projectos que tenham como objectivo ensinar a comer e sobretudo ensinar a comprar e cozinhar. A facilidade no acto da compra e a panóplia de produtos direccionados que se encontram nas prateleiras dos supermercados são muitas vezes um convite a uma má alimentação. É necessário educar para a compra. E por aqui poderá passar parte do sucesso de programas de educação para a alimentação.
Deixo aqui, no dia mundial da alimentação, um desafio aos novos autarcas do país. Um desafio que me parece possível ser agarrado pelo poder autárquico.

Parabéns!

No jantar que juntou parte dos autores do MAIActual tive já oportunidade de dar os parabéns aos elementos presentes (fundadores e recém chegados).

Aos que não tiveram oportunidade de estar no jantar comemorativo do nosso primeiro aniversário ficam aqui os meus parabéns pelo trabalho desenvolvido ao longo deste ano e votos de mais um ano cheio de posts...

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Estamos de Parabéns!

Na impossibilidade de passar pela internet durante o dia de hoje, só agora, depois do jantar com alguns elementos deste blogue, tive oportunidade de deixar as minhas felicitações ao MAIActual.
Muito me orgulha fazer parte deste espaço que, através dos posts dos seus membros, tem-se revelado um meio de comunicação sério de informação multidisciplinar.
Aproveito ainda para desejar as boas-vindas aos novos autores que, com certeza, reforçarão a qualidade do nosso espaço.
Parabéns e boa escrita!

É para continuar!

O MAIActual provou, neste seu primeiro ano de existência, que é possível intervir com convicção e entusiasmo, sendo-se intelectualmente honesto e respeitando quem tem opiniões diversas. Como não é frequente, deve-se reconhecer o mérito. Considerar argumentos divergentes, ponderar posições e propostas opostas, concertar e, finalmente, submeter á decisão popular é a grande virtualidade da democracia nas organizaçãoes, nas autarquias, no país. Porque democracia não é só ir a votos. Isso até o Estado Novo fazia! O MAIActual contribuiu para a qualificação da democracia na Maia e, estou certo, continuará a fazê-lo no futuro. É um desígnio exigente que exige estudo e análise aprofundada dos problemas, consideração de todos os intereses em confronto, prudência em relação às soluções imediatas, aspirando sempre a uma maior justiça social, a uma maior igualdade de oportunidades para todos os cidadãos. Aos que deram corpo a este blog e o mantiveram vivo e actuante, com contributos regulares, o meu apreço.

Pois que seja o primeiro de muitos!


O primeiro ano correu bem para o MAIActual: é um projecto que se consolidou, que conseguiu uma colocação regular de post's, que alcançou um nível invejável de visitantes e que, assim, conquistou um espaço importante no panorama da blogosfera maiata. Se formos capazes de ir inovando este projecto e se - muito importante - nos continuarmos a divertir com esta iniciativa estou certo que este será um espaço de comunicação credível e com futuro.
Para já, é bem certo que avançamos com duas boas novas, neste primeiro aniversário: a entrada no twitter e, sobretudo, as fantásticas "contratações de aniversário": o Andrade Ferreira, a Sandra Lameiras e a Susana Pinheiro são bons amigos e, indiscutivelmente e desde agora, excelentes autores do MAIActual. Bem-vindos!

Primeiro aniversário


O MAIActual comemora hoje o seu primeiro aniversário.

Neste primeiro ano, o balanço que fazemos, deste projecto, é altamente positivo. O MAIActual é hoje um blogue com expressão na Maia, tendo também um público nacional interessante. No decorrer deste ano o MAIActual foi crescendo e adquirindo uma consistência no número de visitantes e leitores. Hoje estamos, nós autores, conscientes de que este foi um desafio ganho e que nos orgulhou a todos.

Passado um ano, o MAIActual afirmou a sua identidade. Um blogue de sociedade, com a política como centro, mas que nunca deixou de abordar vários temas de interesse: desde a cultura à ciência, passando por temas mais ou menos sérios, fomos marcando o dia-a-dia, comentando os principais temas da actualidade e divulgando iniciativas locais e nacionais de interesse.

Quanto aos autores estão todos de parabéns. Neste ano tivemos entradas e saídas, uns mais participativos do que outros, mas estamos todos, sem excepções, de parabéns. Neste dia de aniversário, dia de balanço, é também dia de renovar. Os projectos fazem-se de pessoas, crescem com pessoas e renovam-se com pessoas. Hoje é dia de renovar os votos de sucesso, renovar a vontade de continuar e renovar também a lista de autores. Assim, damos as boas-vindas a três novos autores: Sandra Lameiras, Andrade Ferreira e Susana Pinheiro. Estamos certos de que serão um reforço e um contributo importante a este projecto.

E para refrescar o projecto, para assumirmos mais um ano de MAIActual, decidimos também refrescar o nosso aspecto. Aproveitamos esta data para inaugurar um novo ciclo na nossa imagem e um novo ciclo no contacto com os nossos leitores. A partir de hoje o MAIActual estará também presente no twitter. Inauguramos, assim, mais um espaço de debate que estamos certos permitirá debates e troca de opiniões interessante.

É com todo este entusiasmo, de quem chegou hoje ao seu primeiro aniversário, que aqui estamos para continuar este projecto.

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Semana ODM no Porto

Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) vão estar no centro das preocupações da Semana ODM no Porto, que tem data marcada entre os dias 14 e 21 de Outubro de 2009. Nesta iniciativa estãoenvolvidas Instituições de Ensino Superior, Associações Juvenis e Organizações Não Governamentais, que decidiram juntar-se e organizar várias actividades informativas, culturais e desportivas, destinadas a diferentes públicos.
A Semana ODM no Porto celebra ainda o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza (17 de Outubro), altura em que todo o mundo participa, simbolicamente, na acção mediática internacional “Levanta-te Contra a Pobreza”, que pretende chamar a atenção dos grandes líderes mundiais para a importância do cumprimento dos ODM até 2015.
Ver o programa aqui.

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Cineclube da Maia: uma iniciativa que se deseja com futuro

Um grupode jovens tem vindo a organizar, também com o apoio da CMM, o lançamento do Cineclube da Maia. Estamos perante uma iniciativa com méritos óbvios, que propõe para o último sábado de cada mês, a partir deste mês de Outubro, dia 31, sessões de cinema e pequenos concertos ou intervenções. Para já, a anteceder este ciclo, irá exibir, no próximo dia 17, às 21h30, na Sala de Cinema do Centro Comercial Venepor, o filme “Aquele Querido Mês de Agosto”, antecedido do concerto dos Purple Blues Trio. A entrada para esta sessão é gratuita.

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Perder com Dignidade.

Cumprimentar e Felicitar os nossos adversários políticos que venceram estas Eleições é atitude democrática e imediata. Parabéns!
Reconhecer os méritos da Vitória merece mais ponderação e reservas quando continuamos a acreditar que os nossos projectos e os nossos candidatos são melhores e fariam melhor pela Maia e pelos Maiatos.
O PSD soube utilizar todos os meios que o poder lhe disponibilza, principalmente na comunicação, para divulgar imagem duma Maia de sucesso potenciada na personalidade e carisma do Presidente Bragança Fernandes. Não gostaria aqui de minorar a competência e profissionalismo dessa Campanha mediática com referêncais orçamentais que certamente terão sido elevadas mas não posso deixar de relevar originalidades que terão ficado caras aos cofres municipais como por exemplo o número e dimensões de outdoors publicitando obras feitas, a fazer, encomendadas ou paradas (a ideia da Praça para o esqueleto das piscinas foi de mestre...mas carote, não?).
Parabéns portanto ao EngºBragança Fernandes, ao senhor Luciano Gomes, aos seus assessores de imagem e comunicação e directores de campanha por quem terão de repartir os méritos desta vitória. E evidentemente ás equipas que lideram para a Câmara e Assembleia Municipal. Só se espera e deseja um mandato que cumpra as expectativas de todos os Maiatos.
Dos derrotados costuma dizer-se que "não reza a história"...E derrota assumo desde já a minha e da minha Candidatura à Freguesia da Maia: vamos ter de esperar mais um pouco para Ganhar o Futuro! O Snr. Carlos Teixeira é adversário político com poder consolidado ao longo de trinta anos, com políticas de proximidade que o eleitorado reconhece e por isso terá oportunidade de exercer aquele que será o seu último mandato. Vai ser um mandato ainda mais pressionado pelas questões do Zoo, ja que o alargamento do Parque, Plano Pedagógico e Científico, licenciamento e constituiçao da Fundação para a sua gestão lhe tomarão muito do seu tempo e preocupações.
Dou-lhe os Parabéns pela vitória mas continuo a pensar que as nossas Propostas, as nossas prioridades e a nossa equipa seriam muito melhores para a Maia.
E enquanto a CDU se vai esvaziando, o BE na Freguesia da Maia continua a ter a maior votação no Concelho, infelizmente, na minha opinião já que não me parece ter qualquer ideia para além de (programa ao município) transferir o Zoo para um qualquer mini-espaço algures...
No Partido Socialista haverá decerto quem se aproveite desta derrota para atiçar fogueiras que nunca se extinguiram. Seria bom que cada um, antes de atribuir culpas, medite na suas próprias responsabilidades! Os Candidatos do PS, à Cãmara e Ass. Municipal, às Juntas, fizeram uma campanha esforçada, digna, com reduzidos meios materiais e grandes dificuldades em comunicar e divulgar as suas propostas. Por isso, TODOS, merecem um grande abraço de solidariedade e o reconhecimento dos militantes e simpatizantes socialistas.

Assumir serenamente a derrota

Como é sabido, fui cabeça-de-lista da candidatura do Partido Socialista à Assembleia Municipal da Maia. Talvez outros pudessem procurar leituras mais favoráveis dos resultados: que, no panorama concelhio, nem foi assim tão mau... que até aumentámos o número de deputados (para 11), esquecendo que se o total de deputados a eleger se mantivesse, manteríamos o número de deputados eleitos (9)... que... que... Pela minha parte, gosto pouco destas deambulações. As coisas são muito claras: se o PS teve menos votos que o PSD, perdeu as eleições. Ponto final! Siga o trabalho!...
É desta forma serena que gosto de assumir tanto as vitórias, como as derrotas. Esta também. Até porque tenho a consciência tranquila: empenhei-me, como devia, nesta disputa eleitoral e não me escudei em nada para ficar a ver como a coisa corria ou a atrapalhar para ver se a coisa corria mal... Como sempre acontece em casos similares, os militantes e simpatizantes do PS menos derrotados são aqueles que se empenharam seriamente para que a vitória acontecesse. E, felizmente, foram muitos.
Gostaria de sublinhar também alguns (infelizmente, poucos) motivos de satisfação. Por um lado, as vitórias reforçadas das equipas de Fernando Ferreira e de Alberto Monteiro, em Gondim e em Gueifães. Para além das razões óbvias que decorrem do facto de assim se manterem estas Juntas socialistas, gostaria de acrescentar os seguintes motivos: no caso de Gondim, o facto de participar na equipa liderada pelo Fernando Ferreira e ser por isso capaz de ajuizar bem a justeza deste resultado; no caso de Gueifães, o reforço da maioria sublinha o carácter óbvio desta candidatura, que alguns procuraram pôr em causa. Por outro lado, permitam-me que refira a satisfação de ter visto a lista do PS à AMM ser a mais votada em Gondim: foi bom ter visto assim revelada uma nota de confiança por parte da minha freguesia e na qual tenho vindo a desempenhar o cargo de Presidente da Assembleia de Freguesia.
Uma nota final para saudar os vencidos e felicitar os vencedores: para além dos resultados, todos estivemos empenhados em mais este acto fundamental da vida democrática local.

Resultados Autárquicas: Maia


sábado, 10 de Outubro de 2009

Indecência final

A campanha do PSD e/ou CMM pautou-se pelo constante nervosismo e pela falta de ética política em muitas ocasiões. Mas aquilo que se passou neste último dia foi por demais baixo e de uma falta de dignidade absoluta.

A distribuição de um envelope contendo um livro, uma agenda e uma carta do Sr. Presidente da Câmara a todas as crianças das escolas EB1 da Maia demonstrou de forma clara a falta de ética política e a indecência absoluta daqueles que lideram hoje os destinos da Maia.

Acredito contudo que grande parte dos maiatos saberão punir estas atitudes em que só encontro par se recuar, no mínimo, 35 anos na história do país.

Enfim!

Boa reflexão a todos...

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Breves notas finais sobre a campanha autárquica



Estás prestes a terminar a campanha eleitoral para as eleições autárquicas, faltando apenas concretizar algumas das festas e sessões de encerramento da campanha. Como cabeça-de-lista da candidatura do PS à Assembleia Municipal da Maia, gostaria de aqui deixar três notas muito breves:

1. Em primeiro lugar queria sublinhar o carácter festivo, participado e construtivo da campanha socialista: apresentámos uma boa equipa, um bom programa e adoptámos sempre uma postura construída pela positiva, marcando com clareza a forma como queremos gerir os destinos da Maia.

2. Queria também lamentar a forma como o PSD fugiu sempre ao debate. Fugiu aos debates televisivos e não foi capaz de contribuir para a discussão dos temas que o PS lançou para reflexão. O que se passou relativamente à Assembleia Municipal da Maia é bem ilustrativo: a única vez em que o seu cabeça-de-lista se dispôs a debater os temas relativos a este órgão (em entrevista à Rádio Lidador e ao jornal Primeira Mão) só o conseguiu fazer em tom inesperadamente crispado, abusando dos ataques e insinuações pessoais, atacando despropositadamente ideias lançadas pelos PS, que esqueceu são (mal) copiadas no programa do PSD. É o que acontece relativamente à nossa proposta de criação de Comissões Técnicas Especializadas (a que o PSD chama Comissões Parlamentares...).

3. Finalmente, gostaria de agradecer a forma empenhada como elementos das listas, militantes e simpatizantes do PS se implicaram nesta campanha: deram, sem dúvida, um bom exemplo de empenhamento cívico democrático. Resta, agora, esperar, com serenidade democrática, o veredicto eleitoral.

A propósito de programas políticos...

“Há mentiras que proferidas repetidamente correm o risco de se tornar verdade”. Esta é uma prática que alguns elementos da maioria que governa a CMM gostam de utilizar para tentar descredibilizar os seus adversários políticos.
A última que surgiu com grande intensidade foi a de tentar descredibilizar o programa político do Partido Socialista para a Maia. A intensidade e preocupação com que tem sido reforçada essa ideia por alguns elementos mostra, sem dúvida, que o nervosismo é grande pelos corredores laranjas.

Antes de se pegar, desesperadamente, num tema como o programa eleitoral deve ter-se em atenção aquilo que nós próprios temos. Sim, porque o facto de se entregar às pessoas um conjunto de meia centena de páginas não significa que estejamos a entregar um programa político de qualidade. Muito mais quando o tempo verbal utilizado nesse programa é o pretérito perfeito (ou, simplesmente, passado). Sim. O programa político do PSD para a Maia é tendencialmente escrito no passado. É um documento que usa e abusa do passado que diz que “fizemos” e que “construímos” uma série de coisas que depois de dissecado se resume ao mandato “ZERO”. Sem falar naquelas realizações que são apresentadas como fantásticas e que algumas delas são perfeitamente assustadoras como dizer que “fizemos das lojas da juventude um elemento aglutinador das políticas de juventude” (aglutinador só se for de pó e moscas e isto para não falar das que já fecharam); “colocámos as contas do município abaixo do limite do endividamento legal” (outra grande realização, sem dúvida! Corrigiram a asneirada que fizeram e se não fosse as imposições do Governo não sei como estaríamos). “Estamos a construir e a requalificar escolas” (mais uma vez a apropriação da obra feita pelo Governo!!!) Enfim! E isto são apenas alguns exemplos.

E as obras concretas? Onde estão? Existir, existem mas são elas: o Hospital do Lidador (parece-me já o ter visto em qualquer lado e deu no que deu); a Praça Maior (outra obra que já vi em qualquer lado há 4 anos, ou melhor em alguns panos a cobrir o monumento à incompetência desta Câmara e que vai com toda a certeza voltará a aparecer daqui por 4 anos) e finalmente surge um complexo multiusos. Este sim é novo (finalmente uma).

E os floreados para parecer que há ideias e acção e que só servem para confundir? Esses são inúmeros, tais como as fotografias (que ilustram muito bem o programa mas que não passam de um elemento decorativo que apenas quem tem muitos recursos para mal gastar se pode dar ao luxo de as utilizar tão abundantemente). Como exemplos deixo apenas estes:

“QUANTO AO FUTURO, É NOSSA INTENÇÃO, DURANTE O PRÓXIMO MANDATO, REFORÇAR O APOIO AO UNIVERSO EMPRESARIAL DO MUNICÍPIO ATRAVÉS DE APOSTAS DIRECCIONADAS QUER AO APOIO AO TURISMO DE NEGÓCIOS QUER À DIVULGAÇÃO DAS POTENCIALIDADES EMPRESARIAIS DO CONCELHO DA MAIA”

“O PAPEL DA AUTARQUIA SERÁ O DE DESENVOLVER MAIS PROJECTOS DE AUXÍLIO SOCIAL INTEGRADO, ESPECIALMENTE VOCACIONADOS PARA AS FAMÍLIAS QUE VIVAM SITUAÇÕES DE DESEMPREGO”.
Esclarecidos?

Pois é, um programa político não é um relato do passado, nem um enunciar de mentiras e obras já prometidas, nem um álbum de fotografias.
Um programa político é a apresentação de medidas e a apresentação de um modelo para um concelho. E nisso, o programa do Partido Socialista é, sem dúvida, mais eficaz. Quem o lê reconhece as principais preocupações e as principais linhas de actuação, como também encontra medidas objectivas e propósitos definidos. Não é de todo um documento ilusório, e muito menos um relato de um passado pobre e o reforço de projectos falhados. Isso sim, para que não haja dúvidas, é o programa do PSD.

Mais um comunicado típico de JSD…


Já há muito tempo que não “via” a JSD e foi com satisfação que os “vi”, mais uma vez, para responder à JS, para defender o Engº Bragança Fernandes e a Câmara Municipal da Maia. Porque apenas nestas circunstâncias conseguimos vê-los.
Tendo a JS Maia desenvolvido, nos últimos anos, um trabalho exímio, persistente e sério em prol dos jovens maiatos como é que é possível dizer-se que a JS é uma estrutura “sem projecto”?
Tendo a JS desenvolvido visitas a diferentes instituições de solidariedade social, visitado todas as freguesias que compõem os seus núcleos, inventariado os problemas, efectuado relatórios de cada visita, como é possível dizer-se que a JS “presta um mau serviço à Maia”?
Estando a JS presente nas redes sociais, divulgando as suas actividades e mostrando o seu trabalho político a diversos jovens, como é possível dizer-se que a JS opta “pelo caminho fácil da política destrutiva”?
Tendo a JS desenvolvido um documento, baseado numa pesquisa fundamentada e num trabalho de campo sério, nestes último anos, e tendo a JS elaborado um flyer com propostas para os jovens da Maia, como é possível dizer-se que a JS “foi atingida pela síndrome pré-eleitoral que nos casos mais graves, leva a uma profunda desorientação”?
Isto é absolutamente ridículo e isto sim é uma política de “bota-abaixo” sem argumentos, típica de uma estrutura vazia, estagnada e amordaçada.
Ou a JSD anda desatenta e mal informada, porque não se preocupou em conhecer o nosso trabalho que é visível em diversos locais, ou então, este último comunicado claramente encomendado, serviu apenas para mostrar serviço. (É o costume…)
Se desenvolver trabalho político na Maia é, para a JSD, lançar outdoors, para a JS é muito mais do que isso. É estar junto dos jovens, conhecer os seus problemas, inventaria-los, tomar consciência deles e propor alternativas para a sua rápida resolução sempre com uma postura responsável e construtiva. Isto não é demagogia porque ele existe e está disponível a toda a gente.
Para a JSD fazer política na Maia resume-se ao desenvolvimento de actividades de show-off e de respostas encomendadas? É isso “projecto político” para a JSD?
O comunicado da JSD demonstra, ainda, uma postura verdadeiramente irresponsável e pouco conhecedora da realidade, um grande desconhecimento para com o trabalho das outras estruturas partidárias, mas também, uma falta de integridade ao responder com falsidades a um comunicado que a JS desenvolveu baseado em factos que toda a gente conhece e lamenta.
Não vejo nenhuma outra estrutura partidária da Maia a desenvolver o trabalho que nós desenvolvemos em prol dos jovens maiatos. Convido a JSD a ler aqui o flyer que distribuímos desde o inicio desta semana, nas escolas e em diversos locais do concelho e o documento “Políticas de Juventude” de modo a informar-se antes de utilizar patranhas para iludir os maiatos.

[Também publicado no Política com Causas.]

Direcção Nacional do PS no encerramento da campanha na Maia

O encerramento da campanha autárquica do Partido Socialista na Maia irá contar com a presença do Dirigente Nacional do PS, o Dr. Augusto Santos Silva.

O membro do Secretariado Nacional do PS marcará presença, no final de tarde, em Gondim e estará presente, a partir das 21h00, na festa de encerramento da campanha do PS que se realizará, em Vermoim, na Praceta das Acácias.

Prémio Nobel da Paz 2009

O Erro da naturalidade adquirida

No próximo domingo os cidadãos são chamados a escolher os seus representantes do poder local. Em Portugal, existe uma cultura que favorece quem está no poder e isso é bem patente nesta notícia que hoje se pode ler num semanário nacional.
Muito se poderia escrever sobre esta tendência de reeleição dos autarcas, mas na verdade, aquilo que importa hoje, é demonstrar o erro que é, em alguns casos, esta “naturalidade adquirida”, para os cidadãos e o desenvolvimento dos seus concelhos. E, a Maia, é um bom exemplo para ilustrar este mesmo erro.
A Maia é um concelho que, em tempos, se conseguiu modernizar e afirmar em algumas áreas do desenvolvimento das cidades. Nesse tempo sentia-se uma Maia pujante, um concelho de afirmação junto dos seus pares da Região Norte e um concelho olhado como referência de algumas políticas locais. No entanto, esse entusiasmo e essa capacidade de inovar e liderar projectos distintos e arrojados desapareceram. O actual executivo da Câmara Municipal não conseguiu herdar o peso desta vontade e o engenho de inovar, tendo tornado a Maia, nos últimos 6 anos, num concelho de oportunidades perdidas.
A Maia deixou de ser olhada como um concelho de referência. Hoje, não existe nenhuma área do desenvolvimento local que destaque a Maia de outros concelhos com uma qualidade de vida semelhante. Tudo o que de novo tem sido instalado no nosso concelho não se apresenta aos maiatos como algo de inovador ou diferenciador de outros. São tudo receitas conhecidas, já experimentadas e que nada de novo traz à Maia e aos maiatos. A maioria das obras que foram sendo feitas, nos últimos anos, na Maia, são obras que qualquer autarca faria. Seriam quase obrigações.
Nesta campanha eleitoral, têm sido, mais que evidentes, os sinais de que a maioria que governa a Câmara está esgotada. Estamos perante um conjunto de pessoas que se instalaram, que criaram uma visão artificial de falso patriotismo que não lhes permite alargar os horizontes e dar um novo impulso ao concelho. O nervosismo constante dos principais protagonistas desta candidatura, a forma desesperada de querer mostrar obra, com recurso a centenas de outdoors anunciando obras a realizar não se sabe quando, a apropriar-se de obras realizadas por outros, a anunciar obras a 3 dias das eleições, querendo transmitir com isso uma falsa ideia de movimento e modernização, são bem prova do nervosismo reinante e, principalmente, prova de que, no último mandato, não existe qualquer marca diferenciadora que possa sustentar a firmeza de um voto de continuidade.
Por tudo isto, essa “naturalidade adquirida” da continuação dos autarcas é um erro, que a verificar-se, será crucial para a Maia. Assim, continuaremos a ter um concelho estagnado, um concelho que não será capaz de inovar e de se reafirmar como uma referência. Sem dúvida que todos aqueles que gostam da Maia, que aprenderam a olhar para a Maia como um concelho diferenciador não poderão cometer o erro de assumir esta continuidade. A Maia precisa de se refrescar, a Maia precisa de novas ideias, de uma capacidade de olhar para lá do horizonte, cada vez mais fechado, daqueles que actualmente lideram esta autarquia. Este encurtamento de horizonte é algo que, em muitos casos, se torna natural pela acomodação e esgotamento. E é isto que hoje se sente na Maia. Este concelho não se pode dar ao luxo de continuar mais 4 anos neste estado. É necessário agitar a Maia, é necessário dar vida à Maia, é necessário um novo dinamismo para poder recolocar este concelho como uma referência da qualidade de vida.
Todos os maiatos têm esta obrigação com a sua terra. Todos os maiatos devem dar o seu contributo para termos uma Maia com um projecto capaz de inovar, de diferenciar e de desenvolver a Maia. E nestas eleições só existe um projecto capaz de assumir esta implicação. Esse projecto é o do Partido Socialista e é, por isso, que no próximo domingo se deve fazer a opção de votar PS.

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

O que irão ainda fantasiar?

O PSD maiato anda em tempo de fantasiar as obras do mandato que queria mas não conseguiu realizar. Primeiro simulou uma praça em panos para esconder o mamarracho das piscinas olímpicas. Agora, alimentou um número pré-eleitoral para afugentar o fracasso do Hospital do Lidadador. Será que ainda terá tempo para simular a criação de uma Escola Superior de Saúde, que incrivelmente deixou escapar para outro concelho da AMP? E para fazer de conta que também terá um Centro de Reabilitação, que irá inventar? E, já agora, terá o descaramento de criar mais números a propósito da requalificação do bairro do Sobreiro? Até que ponto irá a capacidade de fantasiar do PSD laranja?

Sondagens dão vitória a Guilherme Pinto

Duas sondagens recentes dão a vitória a Guilherme Pinto em Matosinhos. A sondagem Universidade Católica /JN/DN/RTP/Antena 1, hoje divulgada, prevê os seguintes resultados:
PS: 39%
Narciso Miranda: 27%
PSD/CDS-PP: 22%
BE: 4%
CDU: 4%
OBN: 4%
A sondagem da Aximage prevê igualmente a vitória socialista.Eis os resultados, após redistribuição proporcional de indecisos:
PS: 43,0%
Narciso Miranda: 23,5%
PSD/CDS-PP: 19,1%
BE: 6,7%
CDU: 4,1%
OBN: 3,6%

A luz ofuscante do poder

Com mais um acto eleitoral a chegar, nota-se o nervosismo crescente de candidatos e apoiantes. Cresce também o nervosismo dos opositores aos candidatos.
A política é um lugar estranho, muito estranho, assim como são os políticos. Uns praticam a negação da política, como é o caso da líder do PSD e do Presidente da República, outros usam e abusam da retórica, como é o caso dos líderes do Bloco de Esquerda e do CDS-PP. Há políticos para todos os gostos e até existem alguns que realmente acreditam na política que praticam. Felizmente que nos partidos ainda existem bastantes exemplares deste último tipo de políticos.
Nas estruturas locais dos partidos encontramos muita gente que realmente luta por ideias e por ideologias, mas também existe quem não o faça. O poder, por muito pequeno que seja, pode ser tão atractivo que, por vezes, ofusca. Tudo depende da estrutura mental do político em causa. Aqueles que vivem sedentos de poder são facilmente ofuscados e enveredam por estranhos caminhos que, muitas vezes, só os próprios conseguem compreender e racionalizar. Esta sede pode levar a que se ultrapassem todos os limites e se atropele tudo e todos os que lhes atravessam o caminho; a perder o respeito pelos outros e até pelo próprio partido.
A luz ofuscante do poder chega a cegar. Tal facto está patente no constante saltitar de partido para partido de algumas pessoas. Outro exemplo verifica-se ou na tentativa de denegrir a imagem de candidatos do seu próprio partido. Aqui ainda é mais óbvio o quanto o desejo de poder pode ser destrutivo e até alterar a percepção da realidade.
Espero que o próximo dia 11 premeie os políticos que não se deixam ofuscar pela brilhante luz do poder, não importa de que partido sejam, e que ajude todos os que se deixaram cegar a sair dessa espiral que apenas gera desconfiança e afasta as pessoas da política.

Estranho unanimismo

Intriga-me, porque conheço a maioria e reconheço o trabalho meritório de alguns, o apoio unânime dos directores de agrupamento e de escolas não agrupadas da Maia à candidatura de Bragança Fernandes à presidência da Câmara. Não discuto a sua liberdade de escolha, mas estranho que todos, embora tendo posicionamentos políticos de âmbito nacional e local diversos, integrem a Comissão de Honra da lista do PSD nas presentes autárquicas. Como não explicitam as razões de tal entusiasmo laranja, só posso supor que é resultado de uma acção concertada pelo actual poder autárquico que alimenta a ilusão de reeleição e de eventuais vantagens futuras de tal apoio. Estou convicto de que terão, a partir de Domingo, que se relacionar com um novo presidente da Câmara com uma nova política de valorização da educação e das escolas, enquanto eixo estruturante do desenvolvimento da Maia, e que com eles, ainda que públicos apoiantes de Bragança Fernandes, vai cooperar de forma leal e empenhada.

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Festa na campanha socialista!

Um pezinho de dança de F. Ferreira

Dança à chuva em Gondim

Noite de fado em Vermoim



Festa em Folgosa


Enquanto o PSD vai inventando os seus truques de fantasia eleitoral, a campanha socialista está na rua, envolvida no contacto com as pessoas. Ao mesmo tempo que várias instituições do concelho vão sendo visitadas, no âmbito das semanas temáticas, o porta-a-porta é diário e nas diversas freguesias.
No fim-de-semana, as festas multiplicaram-se. Na sexta, à noite, foi a vez de Folgosa apresentar a sua lista socialista, em ambiente de festa. No sábado, houve uma magnífica noite de fado em Vermoim. No domingo, em Gondim, nem a chuva torrencial refriou o ânimo dos socialistas. E a festa, em cuja organização muitos tinham participado, parece que ganhou com a vontade de todos mostrarem que nada pára a gente de Gondim. As primeiras danças ainda foram feitas com os guarda-chuvas nas mãos. Mas rapidamente se passou a dançar à chuva, num ambiente de indescritível alegria. E, claro, o Fernando Ferreira também deu um pezinho de dança !... Na segunda, feriado, foi a vez de uma caravana automóvel socialista mostrar a vontade socialista.
Em suma, um fim-de-semana em cheio, a revelar uma campanha em crescendo de empenhamento e entusiasmo.


Fantasias eleitorais laranjas: o ridículo mata!


Só quem muito pouco fez precisa de fantasiar sobre a obra não realizada! Esta é uma boa verdade que encaixa como uma luva no mandato autárquico laranja. Já aqui tínhamos dado conta da fantasiosa "Praça do Parque", com que a direita quis esconder o mamarracho da piscina olímpica, neste período eleitoral. Como se tal não chegasse, eis que a direita avança com um novo truque de fantasia e anuncia um protocolo de que poderá ... eventualmente ... vir a resultar ... quem sabe... eventualmente... imaginem o quê? Um novo hospital na Maia!!!! Nem mais... A poucos dias das eleições, eis o que sai da cartola!...
A pergunta que agora se coloca é simples: pensará mesmo a direita que os maiatos são tolos e que não percebem que o que se procura é, muito simplesmente, disfarçar a bronca do Hospital do Lidador, em que a CMM está completamente mergulhada? A história política já conhece outros casos em que estes truques pré-eleitorais foram, muito justamente, criticados nas urnas. Esperemos que o mesmo aconteça agora na Maia. A direita merece bem esse castigo...

Agora são dois!

Curiosamente, ou não!!!, em plena campanha eleitoral a Câmara Municipal da Maia apresenta amanhã o novo(!!!) Hospital da Maia.
Sim, digo novo porque este não é aquele que supostamente seria a "obra do mandato" que agora termina. Este é um novo. Com um parceiro novo e que ficará no centro da cidade.
Será este o sinal do fim do antigo projecto?
E quererá a CMM, em pleno final da campanha eleitoral, iludir os eleitores com mais esta manobra de diversão.
Depois de "mil e um cartaz" a anunciar obra do Governo como sua, a anunciar obras que arrancarão ainda não se sabe quando, a anunciar obras que já foram feitas há anos, a anunciar projectos que não se sabem sequer se irão avançar, a CMM tem o descaramento de anunciar a construção deste novo hospital neste período. Onde está a ética e a sensatez das pessoas que gerem os destinos deste concelho?!?
O que é demais é exagero! Não vou aqui pôr em causa se este será mais um projecto como o primeiro Hospital da Maia. Não o faço porque os parceiros que agora estão em causa terão com certeza capacidade para edificar a obra. Pena é que a CMM não tenha feito esta escolha há mais tempo.
E pena é, também, que a CMM e o seu executivo não aproveite o momento da apresentação para reconhecer o falhanço completo do primeiro Hospital.
E já agora que expliquem muito bem aos maiatos o que vai acontecer com esse proecto!!!

Uma mão cheia de Nada!

Li e reli o Manifesto/Programa (?) da Candidatura do PSD à Junta da Maia.

Tal como há 4 anos, limita-se a prometer empenho e dedicação, mostrar o passado , preparar o presente e construir o futuro. Como? Com “realizações a que já vos habituamos no passado não esquecendo os subsídios a colectividades e escolas”; etc. Tudo tão vazio, tão dependente de conjunturas e oportunidades – nomeadamente de Protocolos que lhes vão sugerindo e de iniciativas das diversas entidades municipais e da Rede Social que, à falta de ideais e iniciativas próprias a Junta da Maia vai acolhendo para depois chamar suas. Com total imparcialidade, não se encontra nem UMA uma realização valorosa no passado recente do último mandato NEM qualquer proposta concreta do que se pretende. Assim, como afirmar (?) o presente e preparar o futuro? Uma incógnita…

- Realça-se o GAR-Gab.Apoio ao Residente esquecendo-se que a instalação de estruturas em locais externos à Sede da Junta resulta da falta de condições de espaço e funcionamento daquele edifício!

- Insinua-se que a Junta suporta os alimentos distribuídos no Banco Alimentar Contra a Fome – em entrevista de Maio de 2009 o Snr. Carlos Teixeira até refere um grande esforço financeiro para alimentar 150 famílias! – Com algum desrespeito por todos quantos de algum modo colaboram com o BACF, regularmente ou nas suas habituais recolhas de alimentos;

- Citam-se bolsas de estudo atribuídas, esquecendo-se que o montante de 1.800 Euros concedido em 2008 sofreu redução no Orçamento de 2009 para 1.000 Euros!

- Publicita-se o apoio à OTL da Estação/Enigma, omitindo-se, naturalmente (?), a recente polémica pela retirada de apoios e espaços o que conjuntamente com a prevista ATL da Nova Escola Básica poderá por em causa a sobrevivência da OTL da Estação e o destino das 267 crianças que actualmente acolhe!..

- Destaca-se a Agenda 21 Local – Protocolo com a Lipor – quando em 2008 não chegou a ser gasta a verba de 2.500 Euros orçamentada, montante que se mantém para 2009; de resto a Habitação não consumiu um Euro e o Ambiente teve como principal destinatário o Parque Zoológico. O Parque Nª Snrª do Bom Despacho, encurtado progressivamente pelo avanço do Zoo, reduz-se ao actualmente remodelado e diminuto Parque das Merendas, único investimento da Freguesia no Ambiente, efectuado já neste ano de 2009.

- Na Cultura e Desporto para além dos subsídios habituais, dá-se relevo à germinação com Freguesia onde nasceu o Padre José Pinheiro Duarte e no âmbito da Homenagem que lhe foi prestada em colaboração com a Paróquia e a Câmara Municipal; chega para deixar os espíritos sossegados quanto à acção dinamizadora da Junta no que se refere à Cultura?!...

- Branqueiam-se os erros cometidos no crescimento desordenado do Zoo - cujos investimentos desde 1985 agora não se podem perder e por isso apoiamos e apoiaremos as medidas necessárias à sua sustentabilidade – e que em conjunto com, acreditamos, algumas guerrinhas invejosas de estruturas concorrentes ainda não permitiram o licenciamento do Parque.

E enquanto não se refere ainda o Quanto (?) vai custar à Freguesia e ao Município, o alargamento e a requalificação do Parque ( infra-estruturas, equipamentos, animais, etc.), parecem ESQUECIDOS, entre outros :

- Os idosos, sem políticas nem espaços no combate à solidão, à inactividade, à promoção de lazer e qualidade de vida, de apoio domiciliário nos cuidados de saúde; nada sobre o Centro de Dia prometido na Campanha de 2005, nada quanto ao futuro; e

- Também nada quanto à requalificação necessária da Sede da Freguesia, dando-lhe imagem de Centro Cívico funcional, cómodo e dinamizador de actividades que envolvam a comunidade.

E quando, na maior parte das Freguesias da Maia, se inauguram Centros de Dia, Modernos Edifícios de Junta, Escolas ou Cemitérios é caso para interrogar “ SE o apoio da Câmara ao Parque Zoológico, financeiro e recentemente na cedência dos terrenos para o alargamento, não COMPROMETE contratos-programa e financiamentos necessários às outras prioridades da Freguesia? …

Lembremos que na Freguesia da Maia não há uma unica infra-estrutura municipal desportiva, pavilhão, ginásio, polidesportivo, piscina ou qualquer outro espaço!

Com toda a franqueza, o Programa PSD à Junta parece ter sido obra apressada e por isso insuficiente e mal esclarecida.

E pensarmos nós nos cuidados tomados para elencar as necessidades da Freguesia e dos Cidadãos da Maia e preparar as medidas e propostas com vista a Ganhar o Futuro!

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Finalmente, uma obra do mandato (em 24 horas!)

Todos reconheciam a total incapacidade da actual maioria de direita na Maia para concretizar uma única das obras previstas para este mandato. Até ontem!!!!! Em apenas 24h (estarmos a poucos dias das eleições foi apenas uma coincidência...), o executivo maiato conseguiu fazer desaparecer o mamarracho das piscinas olímpicas e fazer surgir, em sua vez, a nova "Praça do Parque"!
É realmente fantástico, só é pena que seja VIRTUAL, em TELA , a FINGIR, em suma, uma FANTOCHADA de levar às lágrimas! De qualquer forma, antes estes anúncios virtuais do que apropriações deselegantes de obras promovidas por programas do governo central, anunciadas em outdoors como obras da autarquia...

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Mais um engano em tempo de eleições?

Parece que esta informação, que consta na página oficial da Câmara Municipal da Maia, não é verdadeira.
Segundo informação chegada ao MAIActual não houve transmissão directa na RTP dos acontecimentos enunciados.
A ser verdade esta informação, é lamentável que não se tenha em atenção os conteúdos publicados naquilo que é a página oficial da autarquia.
Ou terá sido este um engano eleitoral!?!
Se calhar a omissão do "O" já era um pronúncio daquilo que ia acontecer!!! (Gralha corrigida após publicação deste post)

Mas podia ter ido...

Sim. O candidato do PSD podia ter ido ao debate. Estou certo que, apesar do mandato anterior ter sido o mandato ZERO desta autarquia, Bragança Fernandes poderia ter obra para apresentar. Mais que não fosse todas aquelas pequenas obras, aqueles pequenos arranjos, ruas, passeios, rotundas e afins que estão neste momento a decorrer pelo concelho. Aquelas obras típicas que acontecem de 4 em 4 anos.

Mesmo aquelas que, com a ânsia de mostrar obra, são feitas sem pensar na população e nos habitantes como é o caso das obras que estão a decorrer na Rua D. António Castro Meireles, em Pedrouços, que não permitem aos moradores ou a quem os visita (como ontem me aconteceu) de chegar a casa uma vez que a rua se encontra cortada em ambos os sentidos. E isto para não falar na confusão das indicações fornecidas pelas placas de desvio que mais parecem colocar os condutores num jogo de labirinto.

E agora só faltava dizerem que o problema é meu: que não conheço a Maia!!!

Afinal aconteceu...

Não tive ainda oportunidade de ver o debate televisivo que o Porto Canal promoveu, ontem à noite, com os candidatos à Câmara Municipal da Maia.

No entanto, como aqui já tinha adiantado, Bragança Fernandes preparava-se para faltar a este momento de esclarecimento para os maiatos. Esta falta confirmou-se. Que o candidato do PSD tem dificuldade no debate político isso já sabia, mas que utilizava argumentos tão baixos para desculpar a sua falta isso já é demais.

Afirmar que não compareceu no debate porque se recusa a disctutir os problemas ou a vida do concelho com pessoas que não conhecem a Maia é um dos argumentos mais falaciosos que podem ser utilizados nesta campanha. O principal adversário de Bragança Fernandes, o candidato do PS, Mário Gouveia, é uma pessoa que nasceu e cresceu na Maia, que trabalha na Maia e que vive os problemas da Maia. Portanto, fica claro que o argumento utilizado por Bragança Fernandes e pelo PSD é um argumento falso que apenas vem reforçar a ideia mais que certa de que o PSD não tem projecto, o PSD tem vergonha daquilo que fez (ou melhor não fez) no mandato anterior. Com este argumento fraco, desprovido de qualquer tipo de sensatez política, Bragança Fernandes e o PSD reforçam aqui o estilo que tem marcado a actuação do PSD: um estilo de paternidade assumida, de donos da Maia, um estilo de arrogância e prepotência que não fica bem a quem se candidata a um cargo de gestão pública, a um cargo de gestão de todos os maiatos (quer sejam eleitores do PSD, do PS, da CDU, do BE ou do CDS).

Uma atitude que cai mal, uma atitude de quem tem medo, uma atitude de quem a principal preocupação é a de gerir a sua imagem não se preocupando com as ideias e o trabalho que tem para apresentar.

Debate Porto Canal

Passou em Directo no Porto Canal há momentos atrás, o já aqui anunciado debate televisivo entre todos os candidatos à Câmara Municipal da Maia. Todos não, o actual Presidente e candidato pelo PSD, Engº Bragança Fernandes, teve o desplante de não comparecer invocando total indisponibilidade para discutir a Maia com pessoas que não conhecem o Concelho. Tal desculpa leviana e indecente, que apenas serviu para fugir ao debate político numa altura particularmente fragilizada para este candidato cansado e sem projecto, foi devidamente criticada por todos os candidatos.
Ao longo do debate Mário Gouveia mostrou-se conhecedor da realidade Maiata e aproveitou para adiantar algumas das medidas definidas no seu programa eleitoral, tal como a descentralização dos serviços municipais para as freguesias de Águas Santas e Pedrouços, que representam 40% da população do concelho e as diligências necessárias a fazer ao poder central, enquanto Presidente da Câmara, para a reposição da repartição das finanças aos aquissantenses e o reforço de efectivos nas esquadras do Concelho.